quinta-feira, 29 de julho de 2010

Investidores descobrem que caíram em golpe milionário



A Polícia Civil abriu inquérito ontem para apurar um golpe milionário que pode ter vitimado pelo menos 2.000 pessoas em Minas. A estimativa é de que o prejuízo acumulado nos últimos quatro anos chegue a R$ 95 milhões. No centro das investigações está o empresário Thales Emanuelle Maioline, dono da Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros, com sede em Belo Horizonte, que sumiu sem explicar onde está o dinheiro entregue a ele pelos investidores.

A denúncia é que através do fundo de investimentos que recebeu no sugestivo nome de "Clube dos Vencedores", a Firv Consultoria tenha se apropriado do dinheiro entregue por pessoas das mais diversas profissões, atraídas pela oferta de rendimentos acima da média normal de mercado. A irmã de Thales, Iany Maioline e o sócio dos dois, Oséias Marques Ventura, também são investigados.

Ontem, pelo menos 11 funcionários da Firv Consultoria, que também investiram nos negócios da empresa, formalizaram denúncia de estelionato contra Thales e os sócios. A empresa tem sede no bairro Buritis, região Oeste da capital, mas mantém escritórios nas cidades de Nova Lima, Itabirito e Itabira, onde há muitas pessoas lesadas. Há relatos de investidores que tiveram prejuízo de até R$ 3 milhões. "Trabalhamos com a suspeita de estelionato, falsidade ideológica, crime contra o consumidor e crime contra o sistema financeiro", disse o titular da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes contra o Patrimônio da capital, delegado Anselmo Gusmão. O golpe teria sido descoberto depois que um investidor requisitou um saque de R$ 3 milhões. Pressionado, Maioline deixou Belo Horizonte, na última sexta-feira, com a desculpa de que assinaria um contrato de R$ 20 milhões, em São Paulo. Desde então, não foi mais visto.
Maioline guardava extrato falso

O delegado Anselmo Gusmão atestou que um extrato achado na última segunda-feira por funcionários da Firv na empresa é falso. O papel encontrado era apenas uma cópia e o documento da Bolsa de Valores trazia o valor de R$ 95 milhões.

Os funcionários denunciam Maioline viajou para São Paulo acompanhado de duas mulheres e um motorista, na sexta-feira, mas ordenou que os três voltassem no mesmo dia. Um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento foi registrado. (CCo)

Receita aperta tributação para impedir subfaturamento de empresas


A Receita Federal apertou a tributação para impedir o subfaturamento feito por empresas de setores nos quais o pagamento dos tributos é concentrado em apenas um elo da cadeia produtiva, como combustíveis, bebidas, fármacos, automotivo, cosméticos e pneus. Esse tipo de cobrança dos tributos é chamado de "monofásico". A cobrança é feita de uma só uma só vez pelo fabricante.

A Medida Provisória (MP) 497, publicada hoje no Diário Oficial da União, impede uma prática irregular que estava sendo feita por empresas desses setores que têm algum tipo de interdependência, como uma ligação societária entre si. Para pagar menos Cofins e PIS, os produtores vendem sua produção com preços subfaturados para empresas atacadistas controladas ou coligadas. Essa prática faz com que a empresa do setor atacadista, elo da cadeia onde não há a incidência dos dois tributos, tenha uma receita maior. Por outro lado, a receita dos fabricantes, elo da cadeia onde incide a cobrança dos dois tributos, fica menor.

"Essa prática faz com que as empresas paguem muito menos tributo, erodindo a base de cálculo das contribuições", explicou o subsecretário de Tributação da Receita, Sandro Serpa. Segundo ele, a MP 497 para impedir esse tipo de prática equipara - para fins de cobrança da Cofins e do PIS - as pessoas jurídicas comerciais atacadistas aos produtores quando são coligadas ou controladas. A medida só entrará em vigor em novembro

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Brasileiros pagam 47% só de impostos na conta de luz

Se um consumidor pagou, em média, R$ 1.000 de conta de luz em todo o ano de 2009, 47%, ou R$470, foram para os cofres públicos. A estimativa é do Instituto Acende Brasil, que fez um levantamento de todos os tributos e encargos cobrados do setor elétrico brasileiro. Se comparada a 2008, esta proporção cresceu. Há dois anos, 45,08% da conta eram relativos à impostos.
"O Brasil é um dos países com a maior carga tributária sobre a energia do mundo. E o que vemos é esse cenário piorar. Em vez da unificação e redução, assistimos a um aumento das tarifas e encargos", afirma o presidente do Instituto, Cláudio Sales. Para se ter uma ideia, em 2008, o setor elétrico rendeu ao governo R$ 46 milhões. O mesmo que o país arrecadou com o PIS/PASEP e o Imposto de Renda Pessoa Física. Com esse valor, seria possível construir duas usinas do porte da de Belo Monte por ano.

Maria José, 56, fez de tudo para reduzir a conta de luz, que já chegou a R$ 300. Eliminou os dois freezers e trocou duas geladeiras velhas por uma duplex nova, que é mais econômica. Reduziu o tempo do banho e da internet e reuniu a família para assistir à mesma televisão na sala, em vez de cada um ver seu programa separadamente. Mesmo assim, a técnica em administração de empresas ainda paga R$ 170 por mês, sendo que R$ 82 vão para os impostos. "Aqui em casa somos só três pessoas. Eu acho um absurdo. Eu fiz o que podia para reduzir o meu gasto. O governo tinha que fazer a parte dele", protesta.

Sopa de letrinhas. Os impostos estaduais e federais são os que mais oneram a conta de luz. Uma análise feita pelo instituto mostra que a alíquota de três dos seis tributos federais sobre a energia elétrica praticamente duplicou entre 1999 e 2008: a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) foi de 0,70% para 1,53%; o Pis/Pasep, de 0,77% para 1,51%, e a Cofins, de 3,48% para 6,942%. O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) subiu menos: passou de 2,54% para 3,92%.

Mas Cláudio Sales explica que os encargos, que são espécies de subsídios, são os que mais têm aumentado a cada ano. E não são poucas as siglas que compõem essa caixinha de surpresas chamada conta de energia elétrica: CCC (Conta de Consumo de Combustível), RGR (Reserva Global de Reversão), ESS (Encargos de Serviços de Sistema), EER (Encargo de Energia de Reserva) etc. Cada uma é responsável por cerca de 1% a 3% do valor da conta, e cada vez que elas aumentam, o prejuízo é do consumidor.

Um exemplo é a CCC. A contribuição foi criada para custear a produção de energia termelétrica em regiões isoladas do país, como a Norte, que não estão interligadas ao sistema elétrico nacional. Este ano, o governo editou uma Medida Provisória que praticamente dobrou o percentual da CCC. Com isso, a expectativa de arrecadação em 2010, que era de R$ 2,3 bilhões, subiu para R$ 4,6 bilhões.

Com Ponto Frio, lucro do Grupo Pão de Açúcar recua 6,3% no semestre

O Grupo Pão de Açúcar teve lucro líquido de R$ 188,5 milhões no primeiro semestre, incluindo as operações da rede Ponto Frio, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira. O resultado é 6,3% inferior ao obtido no mesmo período em 2009.

Já no segundo trimestre, a companhia teve ganhos de R$ 62,3 milhões, com queda de 37,4% ante igual intervalo no ano passado.
Ambos os resultados, de acordo com informações da companhia no balanço, foram impactados pelo efeito extraordinário do parcelamento de impostos.

No acumulado de abril a junho, as vendas brutas do grupo totalizaram R$ 7,82 bilhões, com crescimento de 11,5%. No semestre, o faturamento foi de R$ 15,60 bilhões, com expansão de 15,5%.

Os investimentos no segundo trimestre totalizaram R$ 182,4 milhões, montante superior aos R$ 113,8 milhões de aportes no mesmo período no ano passado. Nesse intervalo, foram abertas 13 novas lojas, das quais dez foram em São Paulo. No primeiro semestre, os investimentos atingiram R$ 389,4 milhões, com crescimento de 81,9%.

Ministério do Trabalho e Emprego divulga regras para fiscalizar ponto eletrônico

A partir de 26 de agosto, empresas que se utilizarem do ponto eletrônico terão que adequar seus sistemas às novas regras, para não serem punidas com multa pelo governo
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou hoje as regras que deverão ser utilizadas pelos auditores fiscais do trabalho para fiscalização de empresas que utilizam o Sistema de Registro Eletrônico de Ponto (SREP). A partir de 26 de agosto, empresas que se utilizarem do ponto eletrônico terão que adequar seus sistemas às novas regras, para não serem punidas com multa pelo governo.

Segundo o Ministério do Trabalho, a Instrução Normativa nº 85, publicada hoje no Diário Oficial, estabelece a dupla visita dos Auditores Fiscais do Trabalho (AFTs), já prevista pelo artigo 23 do Regulamento de Inspeção do Trabalho (RIT), de 15 de março de 1965. Isso significa que a empresa que utiliza ponto eletrônico receberá uma primeira visita do auditor, que apresentará um relato da situação na companhia. Esse auditor fixará um prazo de 30 a 90 dias para retornar à empresa e verificar se os problemas foram corrigidos.

Segundo a instrução normativa, será observado o critério da dupla visita nas ações fiscais iniciadas até 25 de novembro de 2010. A instrução define o que deve ser verificado no sistema de ponto eletrônico pelos auditores fiscais do trabalho durante as visitas, os documentos que devem ser recolhidos e as funcionalidades dos equipamentos.

Por meio das marcações do ponto, segundo o Ministério do Trabalho, o auditor poderá identificar eventuais irregularidades, como a ausência ou a redução dos intervalos de jornada, a realização de horas extras além do permitido ou sem remuneração devida e a concessão de descanso semanal, entre outros fatores.

Dia dos Pais aquece comércio em Uberlândia

Considerado como segundo Natal nas lojas deste segmento, comerciantes do setor estão otimistas com a chegada do Dia dos Pais e esperam aumento de 50% nas vendas. São várias opções de presentes que vão desde acessórios do vestuário a perfumes.

A data é uma das melhores para o comércio de acessórios masculinos. O Dia dos Pais, que será comemorado neste ano no domingo, dia 15 de agosto, está próximo e com ele fica perceptível a grande movimentação nas lojas deste segmento em Uberlândia. Lojistas do setor esperam crescimento entre 50% e 70% no período, apostando em promoções e na vaidade masculina que esta em alta.

Segundo o vendedor de uma loja de roupas masculina, André Geraldo, a expectativa é para um aumento de 50% nas vendas. “Como a loja é especializada em artigos para os homens, o Dia dos Pais é como um segundo Natal para nós no quesito vendas e movimento. “As camisas sociais são as mais requisitadas na data, seguidas por ternos e gravatas”, conta.

Ainda estão entre os itens mais procurados na hora de presentear os pais as camisas pólo, bermudas, celulares e perfumes. De acordo com o gerente, também de loja masculina, Moacir Lousada, foi se o tempo em que os consumidores optavam por comprar conjunto de roupas. Atualmente a procura por acessórios de uso masculino aumentou.

Na loja de artigos esportivos no centro de Uberlândia, o aumento chega a 70%. A gerente Flávia Santana explica que os estoques já foram reforçados para a data há um mês, e os produtos mais procurados são as camisas de passeio e oficiais do Atlético, Cruzeiro e São Paulo. “O Dia dos Pais é a segunda melhor data do ano para a nossa loja, superando até o Dia das Mães e o Dia dos Namorados”, afirma.

Homens mais vaidosos
Para o Dia dos Pais deste ano, o comércio de produtos masculinos aposta também na vaidade dos homens que está em alta. Eles estão frequentando cada vez mais as lojas, salões de estéticas e entre outros locais que antes eram preferências apenas femininas. Uma pesquisa comprova que o tempo foi se o tempo em que as compras ficavam por conta das mães ou esposas. Agora, além de comprar sozinho, o homem está mais vaidoso.

Fonte: Triangulo Mineiro Ponto Com

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Palestra Magna no dia do Comerciante com Gilcler Regina

Aproximadamente quinhentas pessoas estiveram presente no evento em homenagem ao dia do comerciante no último dia 16 de Julho realizado pelo Sindicomércio Uberlândia.


A palestra aconteceu no Center Convention e contou com a apresentação motivacional de Gilcler Regina, considerado na atualidade como o maior motivador empresarial.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Venda de supermercados cresce 3,8% em maio na comparação anual


Em relação a abril, vendas do setor apresentaram avanço de 0,03%, segundo dados da Abras

As vendas reais nos supermercados apresentaram crescimento de 3,82% em maio em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo divulgou nesta quarta-feira, 30, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a abril, as vendas do setor apresentaram avanço de 0,03%. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2010, o faturamento dos supermercados tem alta de 5,7% sobre igual período do ano passado. Os números estão deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O volume das vendas nos supermercados entre janeiro e abril registra um crescimento de 7,1% em comparação a igual intervalo de 2009, de acordo com levantamento da Nielsen, encomendado pela Abras. O avanço da quantidade de produtos vendidos nos supermercados foi puxado pelo aumento de 15,7% de bebidas alcoólicas e de 12,2% das não alcoólicas. Também tiveram altas as cestas de perecíveis (9,2%), limpeza caseira (6,7%), mercearia salgada (5,5%), higiene e beleza (4,2%) e mercearia doce (3,5%).

Segundo comunicado da Abras, o setor "continua vendendo bem, mantendo a sua trajetória de crescimento dos últimos meses". Sobre o desempenho de maio, a associação afirma que alguns produtos com muito peso nas vendas dos supermercados apresentaram redução de preços, como açúcar e leite longa vida. A Abras ressalta que em três das cinco regiões brasileiras houve deflação de preços em maio.
O valor da cesta de 35 produtos considerados de largo consumo, como alimentos, limpeza e beleza, medido GfK, apresentou estabilidade nos preços mantendo em maio praticamente o mesmo valor de abril, de R$ 279,31. Já na comparação com maio de 2009, o valor da cesta avançou 5,56%. Os produtos com maiores alta em maio ante abril foram cebola (14,44%), feijão (10,22%) e batata (2,97%). As maiores quedas no período ficaram com o tomate (-20,47%), açúcar (-4,46%) e leite longa vida (-3,02%).

Viagens interestaduais e internacionais estão mais caras a partir desta quinta-feira

A partir da 0h desta quinta-feira (1º), as passagens de ônibus para viagens interestaduais e internacionais passarão por um reajuste de 2,134%. O aumento é válido para percursos com distância acima de 75 quilômetros. Para os percursos inferiores, os novos índices serão divulgados ainda este mês.
A determinação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi autorizada nessa sexta-feira (25), por meio da Resolução 3.538, publicada no Diário Oficial da União.

Taxa de desemprego: 7,5% em maio de 2010

A taxa de desemprego média no Brasil foi estimada em 7,5% em maio de 2010, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Na comparação com abril/2010, o resultado foi considerado estável (7,3%). Frente a maio de 2009 (8,8%), a taxa recuou 1,3 ponto percentual.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.417,30) teve queda de 0,9% em relação ao de abril (R$ 1.430,03); frente a maio de 2009 (R$ 1.383,36), houve ganho no poder de compra de 2,5%.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nos supermercados, preço perde importância na compra



Grupo preocupado apenas com preços baixos representa 18% das famílias

Preço baixo está perdendo importância como o fator número um na hora de escolher os produtos nos supermercados. Ganhos de renda, inflação controlada e maior oferta de crédito começaram a provocar mudanças nos critérios de consumo das famílias brasileiras nos últimos anos. Atualmente, quase metade dos domicílios tem como prioridade experimentar novos itens (23%) e rapidamente se livrar da incumbência de abastecer a despensa (23%). O grupo que só tem olhos para preço baixo e promoção responde atualmente por 18% das famílias, revela pesquisa da Kantar Worldpanel.


Dois anos atrás, a mesma pesquisa mostrava que havia um empate técnico. Isto é, tanto os consumidores focados em preço baixo quanto os "experimentadores" representavam 20% cada, do total de famílias. Agora, os experimentadores estão ganhando terreno em detrimento do grupo que só olha preços.


"O consumidor não está voltado só para preço como antigamente. Hoje ele avalia a relação custo/benefício do produto. E, com mais folga no bolso, quer experimentar as novidades", afirma Christine Pereira, diretora da Kantar Worldpanel e responsável pela pesquisa. A enquete consulta semanalmente 8,2 mil lares em todo o País para traçar o perfil de compras de alimentos, bebidas e artigos de higiene pessoal e limpeza doméstica. Ao todo, são mais de 100 categorias de produtos

Desaquecimento da economia continua no 2º semestre, diz Serasa



O desaquecimento da economia brasileira, iniciado no segundo trimestre deste ano, deve prevalecer ao longo do segundo semestre. É isso o que aponta o Indicador Serasa Experian de Perspectiva de Atividade Econômica, divulgado nesta terça-feira.

Em abril, o indicador registrou um recuo de 0,1% em relação a março e atingiu o valor de 100,7. Esta foi a quarta queda seguida na comparação com o mês anterior.
Pela metodologia utilizada pela Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito, o indicador permite antever os movimentos cíclicos da economia com seis meses de antecedência. O nível 100 é considerado de equilíbrio.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a alta da Selic (os juros básicos da economia), os cortes no Orçamento do governo federal e o cenário ainda incerto no exterior são fatores que levarão a um ritmo menor de crescimento da economia brasileira nos próximos meses - sobretudo em relação ao que foi observado no primeiro trimestre deste ano.

Consumidor não confia em pagamento móvel, aponta Procon-SP



O celular não é considerado um meio de pagamento seguro pelo consumidor, alerta a Fundação Procon-SP.

A pesquisa, que envolveu 245 questionários presenciais e 3.840 via internet respondidos em abril deste ano, mostra que o uso do celular como 'carteira virtual' não é seguro para 75,56% das pessoas entrevistadas pessoalmente e para 66,22% dos que responderam online.

A sondagem, segundo o Procon, procurou avaliar se a população brasileira está preparada para usar o dispositivo móvel como meio de pagamento.

O órgão de defesa do consumidor também levanta pontos críticos envolvendo segurança dos sistemas de ´mobile payment´ contra fraudes e o histórico de reclamações sobre serviços de telefonia móvel.

Os sistemas de pagamento móvel se apoiam basicamente em tecnologias de mensagens de texto (SMS) ou de aproximação - especialmente a Near Field Communication (NFC) - que permitem a utilização do aparelho no lugar dos cartões de crédito ou débito para realizar micropagamentos em serviços como vendas porta-a-porta, taxi, delivery, recarga de celulares pré-pagos, compra de passagens aéreas e compras on-line.

A análise alerta para a sensibilidade dos dispositivos móveis a fraudes, o que deve abrir espaço para ofertas de planos mais caros, com pacotes de segurança, pelas operadoras de telefonia celular. Neste sentido, o órgão destaca a necessidade de conduzir o cliente a uma escolha correta, vem como para a supervisão e a responsabilidade dos agentes desta cadeia em caso de falhas ou fraudes.

Despreparo

Na pesquisa, também identifica o despreparo de muitos consumidores na escolha de operadoras e planos de telefonia celular.

No grupo entrevistas pessoalmente, 73,47% possuem telefone celular. A escolha da telefonia móvel para 54,44% destas pessoas envolve facilidade e rapidez nas comunicações.

A maioria das pessoas entrevistadas (64,44%) não comparou os planos oferecidos entre as operadoras antes de adquirir o celular. Os motivos alegados por 46,55% dos que não fizeram comparações foi o fato de só haver interesse por uma determinada operadora, enquanto 31,03% responderam que simplesmente não houve interesse em fazer a comparação. Para 22,41% dos usuários pesquisados não foi possível comparar as ofertas por falta de conhecimento, informações insuficientes por parte das operadoras ou diversidade de apresentação dos planos.

Questionados sobre o principal critério de escolha do aparelho celular, 45,56% apontaram como fator mais importante o plano oferecido pela operadora escolhida (principalmente promoções de chamadas efetuadas para a mesma operadora) e 41,67% apontaram os recursos do aparelho.

O modelo pré-pago é adotado por 89,44% dos entrevistados, seguindo as estatísticas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em maio deste ano, 82,4% das linhas móveis habilitadas no país (151,37 milhões) eram pré-pagas, segundo a agência. O principal motivo alegado para a adoção destes planos, com 44,10% das respostas, foi maior facilidade para controlar os gastos.

Caixa negocia participação em cia de cartão de crédito

A intenção é operar uma grande bandeira nacional voltada à baixa renda.
A Caixa Econômica Federal quer entrar com força no setor de cartões de crédito e já negocia a compra de parte de uma empresa privada. A intenção é operar uma grande bandeira nacional voltada à baixa renda. A presidente do banco, Maria Fernanda Coelho, disse que o plano é anunciar o negócio até o fim do ano. Ela rechaça a avaliação de que os altos juros do cartão são o atrativo para que o banco ingresse no setor. "Essa é uma tendência mundial", argumenta. Seis meses após a compra de 49,9% do Banco Panamericano, a Caixa se prepara para o segundo passo no plano de ingressar em setores com forte potencial de crescimento, mas que ainda são pouco explorados.

O plano da Caixa é atender clientes de menor renda, ramo em que a instituição já tem grande fatia do mercado. Para isso, o banco quer operar uma marca nacional para concorrer com as gigantes internacionais Visa e MasterCard. "A bandeira precisa atender de forma muito clara esse segmento, suas necessidades de consumo, de crédito."
Ao entrar no setor, o desafio da Caixa será atingir o pequeno comércio, periferias e as cidades distantes do interior. Ainda que o cartão tenha chegado a muitos postos de gasolina, farmácias e supermercados da periferia, os custos ainda impedem a adoção do meio de pagamento no restante do comércio. Além disso, há milhares de pequenos empresários - que muitas vezes flertam com a informalidade - que não podem aceitar o dinheiro de plástico.
Uma das hipóteses ouvidas no mercado é de que essa compra que a Caixa negocia poderia ser a Hipercard, bandeira de cartões populares do Itaú. Ao ser questionada sobre essa possibilidade, Maria Fernanda não confirmou, mas também não descartou o negócio. "Temos várias bandeiras regionais importantes. A Hipercard é, sem dúvidas, muito importante no Nordeste. Mas temos outras no Norte, no Sudeste. Até o sul da Bahia tem bandeiras significativas", desconversa.

BC eleva exigências para reduzir riscos


O Banco Central (BC) publicou ontem a circular nº 3498, que altera o cálculo do capital mínimo exigido dos bancos para operações de crédito. O texto altera os parâmetros para Patrimônio de Referência Exigido, que é uma medida ponderada para fazer frente aos riscos relativos à operação bancária. A mudança deve resultar em um aumento no requerimento de capital.

A circular compatibiliza o cronograma de implantação no Brasil ao calendário internacional, que foi publicado pelo Comitê de Basileia em 18 de junho. A circular do BC também revisa os modelos padronizados adotados no Brasil de requerimento de capital e determina a criação de uma parcela adicional de capital para fazer frente ao risco de estresse (fVaF).

"As medidas visam o fortalecimento do sistema financeiro, a implementação dos padrões internacionais de regulação acordados no âmbito do G-20 e o incentivo a melhoria na gestão dos riscos de mercado, assegurando ao mesmo tempo a manutenção da competitividade dos bancos nacionais", cita a nota do BC. As novas regras serão implantadas a partir de janeiro de 2012.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Confiança do consumidor atinge 2ª melhor marca


Otimismo em junho alcançou 118,5 pontos e só ficou inferior ao apurado em março de 2008:120 pontos.


Favorecido pelo bom momento da economia, e por notícias otimistas em relação ao mercado de trabalho e à renda, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em junho atingiu o segundo melhor nível da série histórica, iniciada em setembro de 2005. O otimismo neste mês alcançou 118,5 pontos (em uma escala de 0 a 200 pontos) e só ficou inferior ao apurado em março de 2008 (120 pontos), antes da crise financeira internacional começar.
Em junho, o cenário foi tão positivo que o consumidor até absorveu o impacto do fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e registrou o mais alto patamar de intenção de compra de bens duráveis, como automóveis e geladeiras, em mais de dois anos.
O ICC avançou 1,9% em junho ante maio, a segunda maior variação do ano, atrás apenas para a de abril, quando o indicador subiu 3,7% em relação ao mês anterior.
Na prática, não houve nenhuma informação nova neste mês que ajudou a impulsionar o avanço da confiança. Economistas observaram que a continuidade de boas notícias na economia ajudou a montar o cenário favorável mostrado pelo indicador no mês de junho.
Emprego – A avaliação sobre o mercado de trabalho foi a melhor da série histórica da pesquisa, pela sexta vez consecutiva. Isso ajuda a tornar mais positivas as expectativas de poder aquisitivo do brasileiro. Tanto que, em junho, as estimativas quanto às finanças familiares para os próximos seis meses atingiram o melhor nível desde maio de 2008.
As medidas de incentivo fiscal anunciadas pelo governo federal no início do ano passado, como a redução do IPI para automóveis e produtos de linha branca, tiveram impacto na melhora de intenção de consumo entre as famílias.
Segundo estudos, a recuperação sustentável da confiança começou apenas em julho do ano passado, de forma gradual e ainda mostrando sinais de cautela, por parte do consumidor.
Agora, o brasileiro percebe que a economia continua a mostrar sinais positivos. O mercado de trabalho mostra bom desempenho, com expectativas de abertura de vagas e maior facilidade na conquista de empregos. Isso influencia o potencial de consumo.
Inflação – As projeções de inflação também ajudaram a manter positivo o humor do consumidor em junho. A estimativa para os próximos 12 meses, apurada junto ao consumidor, não subiu e manteve-se em 6,4% de maio para o mês de junho.
A melhora do otimismo do consumidor quanto ao futuro é perceptível no salto da intenção de compras de bens duráveis, que atingiu o mais elevado nível desde maio de 2008.
A parcela dos consumidores que planejam elevar o volume de compras de bens duráveis nos próximos seis meses subiu de 14,1% para 15,5% de maio para junho. No mesmo período, caiu de 28,1% para 27,3% o percentual de consumidores entrevistados que apostam em recuo na compra de duráveis no futuro.

Pobreza no País é 35% menor que estimado, diz estudo


Segundo a POF, o País tem 10,6 milhões de pobres a menos do que constava nas suas últimas estimativas.

A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008 e 2009, divulgada na semana passada, reservou uma surpresa ao economista Marcelo Neri, um dos maiores especialistas da área social no Brasil: o País tem 10,6 milhões de pobres a menos do que constava nas suas últimas estimativas, baseadas no resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008. A diferença entre as duas pesquisas deve-se basicamente à inclusão, na POF, da economia de subsistência, a chamada "renda não monetária".
A diferença é muito grande, e significa que a pobreza no Brasil é 35% menor do que se pensava. Em vez de 29,8 milhões, resultado extraído da Pnad, são 19,9 milhões, a partir da POF. Neri, que chefia o Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, observa que a comparação mais correta é do número da Pnad ajustado pela estimativa da população da POF, o que o leva para 30,5 milhões - ou 10,6 milhões a mais que os 19,9 milhões revelados pela POF.

G-20 vai cortar déficits pela metade


Os países do G-20 se comprometeram com a meta de reduzir seus déficits pela metade até 2013 e por seu endividamento em relação ao PIB em trajetória descendente até 2016. O compromisso faz parte do comunicado de 27 páginas divulgado pelo G-20 ontem, depois de 30 horas de negociação e muita divergência. "Economias avançadas se comprometeram com planos fiscais que vão reduzir pelo menos pela metade os déficits até 2013 e estabilizar a relação dívida-PIB até 2016", diz o comunicado. Para observadores, a posição da Europa prevaleceu ao se estabelecerem metas concretas de redução de déficits, a que os EUA se opunham. O governo brasileiro, que se alinhou com os EUA, disse não considerar que sua visão tenha saído perdedora.

Mais de 80% dos brasileiros consideram taxas do cartão de crédito abusivas




Embora o número de usuários de cartões de crédito só venha crescendo no Brasil, 82% dos entrevistados consideram as taxas de manutenção e de anuidade de seus cartões abusivas.
Desses, 64% acham as taxas abusivas devido ao seu valor elevado e 18% acreditam que deveriam pagar apenas uma em vez de duas taxas.
Segundo levantamento, o conforto do cartão de crédito é o que leva à ampliação do uso, apesar do consenso de taxas elevadas.

Juros estão menores
A pesquisa apontou, em contrapartida, aumento no número de pessoas que migraram de outras formas de pagamento para o cartão de crédito, motivadas pelos juros menores. Enquanto esse era o motivo de 27% dos entrevistados em 2009, neste ano, 37% alegaram diminuição nos custos como razão da migração.
O setor verá a partir de 1º de julho, com o fim da exclusividade entre credenciadores e bandeiras, deve impulsionar ainda mais a queda das taxas. Para economistas, o país está enfrentando uma mudança na regulação que deve mudar o setor, incentivando a concorrência. Com esse aperfeiçoamento da legislação, a primeira mudança deve ser é um incentivo à concorrência a partir de 2010.
Para muitos, é um ano importante, não só ao consumidor, mas também ao empresário do comércio, que está pagando taxas ainda muito elevadas e conseguirá reduzi-las ao poder usar a mesma máquina com vários cartões.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Simples Nacional pode alcançar mais empresas



Está em gestação no Congresso Nacional um projeto de lei que visa aperfeiçoar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC n° 123\2006), em vigor há quatro anos, tornando o Simples Nacional ainda mais atrativo. A atualização dos limites de faturamento para o ingresso no regime especial de tributação, a permissão para entrada de categorias e alterações na forma de cobrança do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) são alguns dos pontos mais importantes em discussão por integrantes da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa da Câmara dos Deputados. A proposta em fase de estudo reúne vários projetos em tramitação na casa legislativa e que tratam de pequenos negócios.


Atualmente, o limite da receita bruta para ingressar no regime de tributação é de R$ 240 mil por ano para a microempresa, de R$ 2,4 milhões para as empresas de pequeno porte e de R$ 36 mil para os Empreendedores Individuais, a nova categoria jurídica incluída no Simples Nacional. Uma das ideias em debate é ampliar esses limites para, respectivamente, R$ 360 mil, R$ 3,6 milhões e R$ 42 mil.


O presidente da Frente, o deputado Cláudio Vignatti (PT-SC), pretende apresentar o projeto neste mês para que seja votado ainda em 2010 e comece a valer já a partir de 2011. O fato de ser um ano eleitoral pode contribuir para a sua aprovação, de acordo com o parlamentar.


A atualização das tabelas do Simples Nacional que balizam o enquadramento das empresas –, importante por permitir o ingresso de mais firmas e impedir a exclusão daquelas que atingem os limites atuais de faturamento –, não deverá ser o ponto mais polêmico do projeto de lei. Ao contrário da proposta de incluir um dispositivo que proíbe a aplicação da substituição tributária para o segmento.


Essa restrição deverá ser negociada amplamente com os estados. Isso porque muitos, como São Paulo, decidiram incluir micro e pequenas empresas no regime de substituição tributária do ICMS. Por meio desse regime, um contribuinte fica responsável pelo recolhimento do tributo gerado em toda a cadeia produtiva.


Empregado pelo fisco para concentrar a arrecadação e facilitar a fiscalização, esse mecanismo tem gerado, em alguns casos, uma carga tributária maior do que a prevista no Simples Nacional, daí a pressão para excluir o segmento dessa sistemática. A proposta de eliminar a substituição tributária é antiga, foi levada por representantes das micro e pequenas empresas e encampada pela Frente.


O projeto de lei em fase de elaboração para aperfeiçoar a Lei Geral deverá criar, também, o Simples Rural, voltado para o pequeno agricultor e que teria os mesmos benefícios tributários dos optantes do Simples Nacional.